Mapa Mundi inverso
Mapa Mundi inverso

Quando falamos nos continentes, você com certeza os visualiza na sua mente com base no que aprendeu nas aulas de Geografia, não é? E se nós disséssemos que o mapa que conhecemos é diferente da realidade?

Não entre em pânico, o mundo continua com os continentes nos lugares onde você aprendeu. O único problema é que nós nos acostumamos a olhar para o mapa mundi como se fosse uma representação fiel das proporções dos continentes. E isso não faz muito sentido: afinal, o nosso planeta não é plano. Você já tentou transpor algo esférico em papel? Não dá!

A solução que o cartógrafo Gerardus Mercator encontrou foi simplesmente fazer algumas distorções nas extremidades do mundo, devidamente sinalizadas na escala, de forma a acomodar tudo em um mapa plano. O mapa mundi que todos vemos na escola é exatamente esta projeção de Mercator. Você nunca estranhou o tamanho absurdo da Antártida nestes mapas? Ou da Groenlândia? Estas regiões não são tão grandes assim.

Quanto mais longe da Linha do Equador, maior a projeção vai ficando. Portanto, mais distorcida. Apesar de ter sido desenvolvida em 1569, a Projeção de Mercator ainda é base para muitos mapas atuais. O Google, para criar o seu muito útil Google Mapas, usa um variante desta projeção chamado de Web Mercator. Ele é a base para a maioria dos sistemas de mapas digitais que usamos atualmente no computador e em smartphones.

Não importa qual método seja utilizado, sempre vai existir algum tipo de distorção ao passarmos mapas para o papel. Afinal, a Terra é esférica. A única maneira de ter uma representação fiel neste sentido é usando um globo terrestre. Você tem um?

Artigo retirado do antigo site. Autoria dos Schurmann.

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